Entrevista com Renato Jardim diretor executivo da ÁPICE

entidade que reúne as grandes marcas globais esportivas no Brasil. Foi Superintendente de Políticas Industriais e Econômicas da Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção até o mês de novembro de 2019, onde iniciou sua carreira em setembro de 2000, atuando, portanto, por mais de 19 anos em temas ligados a comércio exterior, negociações internacionais, defesa comercial, relações governamentais, economia, políticas industriais, tecnologia, sustentabilidade e inovação.

Renato Jardim
Renato Jardim

Antes de começarmos a entrevista queremos agradecer ao Renato por dedicar seu tempo para essa entrevista que foi uma verdadeira aula sobre a Indústria e comércio esportivo do Brasil e no mundo. Parabéns por sua jornada na ABIT, defendendo os interesses do setor têxtil brasileiro no mundo. Te desejamos sucesso à frente da ÁPICE.


Na entrevista foram abordados vários assuntos como:


  • A trajetória profissional do Renato, desde a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) até a assumir o cargo de diretor executivo da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (ÁPICE).
  • O que é a ÁPICE, o que ela representa, como surgiu, seus objetivos e associados.
  • A indústria de material esportivo no Brasil e no mundo.
  • Comitê de combate ao comércio Ilegal da ÁPICE, as medidas tomadas nas frentes institucionais, identificação do Mercado Ilegal e o aprimoramento do ambiente regulatório.
  • Diversos riscos ligados ao uso de produto falsificado na prática de esportes.


    Você pode assistir a entrevista feita no formado de uma live no vídeo, ou ler a transcrição logo abaixo. 



    A live aconteceu no dia 1 de Outubro de 2020, através do Instagram da NoFake (@nofake_brands) e o Instagram do Renato Jardim.  

    Se preferir, leia a transcrição da live:



    A trajetória profissional, 

    desde a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) até a assumir o cargo de diretor executivo da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (ÁPICE).


    João Carlos NoFake: Oi pessoal tudo bem? Hoje a gente vai falar com o Renato Jardim que é o diretor executivo da ÁPICE - Associação pela indústria e comércio esportivo é a entidade brasileira que representa o comércio esportivo aqui no Brasil.

    Estou aguardando ele entrar, pra convidar e a gente começar. Já convidei.

    Oi Renato tudo bem?

    Renato Jardim ÁPICE: Opa tudo bem, como que tá?

    João Carlos NoFake: Agora é oficial, vamos começar!

    Bom Renato, antes de começar eu queria agradecer por você estar aqui comigo para conversar, sei que você não é muito de dar muitas entrevistas e eu fiquei muito feliz de você vir falar com a gente e dividir um pouco dessa sua experiência de quase 20 anos atuando no mercado, vai ser uma grande aula pra gente, mas começa a contar um pouquinho sobre a sua história, deste a ABIT até a ÁPICE.

    Renato Jardim ÁPICE: João antes de mais nada eu que te agradeço o convite pela oportunidade de falar com você, prazer, conte comigo sempre que preciso. Eu tive a minha carreira toda feita na Associação Brasileira da Indústria Têxtil de Confecção a ABIT é um setor que tem muita ligação eu diria, muita similaridade com o segmento esportivo alias também ele esta dentro do segmento esportivo e não no calçado mas na confecção fit, esporte, atividade física, e tudo mais então lá na ABIT minha trajetória iniciou em setembro de 2000 e eu comecei trabalhando na minha área de formação que é a área internacional, depois fui incorporando outras áreas ali na entidade, área de Economia e Estatística, sustentabilidade, Inovação.



    Praticamente toda a atividade tinha ali na entidade e foi uma experiência excepcional uma oportunidade que tive de carreira que eu só tenho assim boas memórias e para falar especificamente disso, do nosso tema aqui hoje eu trabalhei bastante, muito intensamente, durante todos esses anos de ABIT no combate às práticas desleais e irregulares de comércio que são bastantes presentes e frequentes no setor têxtil e aqui no segmento esportivo não é diferente, na cidade ha muito comercio irregular, há um pouco de diferença no perfil aqui no esportivo, nós estamos falando mais de um mercado de pirataria e falsificação e lá era muito mais ligado à informalidade, faturamento então além de um grande aprendizado uma grande intensidade de trabalho onde tive oportunidade, por exemplo, de executar um convênio com a Receita Federal do Brasil que era com área aduaneira da Receita para identificação e combate a práticas desleais e irregulares como o único acordo de cooperação entre uma entidade privada com a Receita daquela natureza que funcionou desde 2007 por tantos anos e até hoje existe até a minha saída eu trabalhei nisso intensamente pude conhecer portos, aeroportos, fronteira ver realmente no dia a dia, como as coisas acontecem e ai veio essa oportunidades de trabalho aqui na ÁPICE no final do ano passado que eu abracei um segmento que eu tenho admiração muito carinho gosto muito da área esportiva, acompanho sou usuário pouquinho mas eu vim pra cá dando continuidade até uma certa forma nesse trabalho porque aqui também nós temos esse ponto que a gente vai falar hoje que é a falsificação muito presentes no mercado.




    O que é a ÁPICE, o que ela representa, como surgiu, seus objetivos e associados.

    A Associação pela Indústria e Comércio Esportivo - ÁPICE é a entidade brasileira que representa o setor de produtos esportivos no Brasil. Seus associados apresentam como característica comum um modelo de negócio global, que ultrapassa limites territoriais, e transaciona produtos no mundo todo.


    João Carlos NoFake:

    É uma grande trajetória, e pra gente começar a falar um pouquinho sobre a ÁPICE, conta pro pessoal aqui, pra quem não conhece, o que é a ÁPICE? Como ela surgiu?


    Renato Jardim ÁPICE:

    Ápice é uma associação, é uma entidade que reúne grandes marcas esportivas marcas globais que atuam em todos os países praticamente em todo o mundo todos os cantos do mundo e a entidade ela tem algo como 10 anos de idade relativamente jovem perto de outras entidades mais tradicionais do ponto de vista histórico de existência aqui no Brasil e então tem nela a principal missão é defender e representar esse setor de uma forma organizada em conjunto institucionalmente pela sociedade como um todo ao Governo e a órgãos do setor privado e a sociedade organizada como um todo e isso, a ÁPICE tem ai hoje empresas como a Nike, Adidas, SkechersASICS, a Puma, a Luxottica com a Oakley e têm a Wilson e a Specialized Bicicletas são empresas que os nomes são bastante conhecidos. Elas não são assim aqui dentro da entidade muito expressivas, mas evidentemente uma expressão enorme do ponto de vista global e também local aqui no Brasil.

    João Carlos NoFake: 

    E como ela representa as empresas? Quais são os objetivos?


    Renato Jardim ÁPICE: A gente tem como missão apresentar e defender o segmento e do ponto de vista evidentemente sistêmico de políticas públicas de representação empresarial e institucional perante outras organizações do setor privado dando voz coletiva a essas empresas nesses esforço. Então nós temos áreas de atuação que eu posso dividir de certa forma para ficar mais assim palpável, tangível do que estamos falando. Então se tem a área de comércio exterior, por exemplo, essas empresas operam globalmente como disse, portanto, comércio exterior é bastante relevante para elas tanto os processos quanto parte tributária e a parte regulatória parte burocrática parte aduaneira enfim tudo que envolve comércio exterior e a parte de combate ao comércio ilícito como nosso tema aqui hoje existe toda uma área de atuação voltada a isso que a gente acha que vai abordar mais profundamente logo em seguida é claro nós temos uma parte de acompanhamento do mercado de dados de inteligência que a gente compartilha com essas empresas os estudos que vão sendo discutidos ou aparecendo no mundo e no Brasil que a gente ou aqui a nos contextualizar e acompanhar a evolução do mercado e a partir da evidentemente regulatória como um todo tanto legislativo acompanhamento e posicionamento legislativo direto e também em conjunto com outras entidades do setor privado, por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria faz um trabalho excepcional nessa área, enfim, eu posso ter esquecido alguma coisa, as grandes áreas de atuação que a gente tem na ÁPICE são essas que mais impactam no dia a dia das empresas.


    João Carlos NoFake: Sim sim, se a gente entrar aqui na parte do Comitê de Combate ao Comercio Ilegal, conta pra gente um pouco sobre as ações que a ÁPICE toma, os estudos de mercado, a gente tem números bastante interessantes que vocês conseguem levantar sobre mercado.


    Renato Jardim ÁPICE: João acho que pra gente da uma contextualizada é interessante a gente entender que a gente esta falando do segmento esportivo em âmbito global, uma indústria do ponto de vista de mercado uma indústria muito grande, muito diversificada com várias ramificações e tocam na diversos seguimentos da atividade econômica e da vida das pessoas. Então a gente está falando de atividade física como um todo então depois de uma caminhada pelo exercício na academia até os esportes de competição corrida, bicicleta você tem e uma infinidade de produtos dentro disso tudo de produtos que vão de um calçado esportivo, de uma roupa esportiva, de um acessório, de um equipamento uma série de coisas e que não acabam na indústria de produtos mas também serviços em eventos, varejo é realmente muito amplo, uma grande característica desse segmento no mundo é a presença de grandes marcas que são marcas estabelecidas há muitos anos. As grandes, principais são globais, elas têm essa característica de atuação global, elas têm uma presença significativa nos diversos mercados do mundo. Praticamente tudo que elas atuam.

    São essas marcas que trazem as referências para o mercado esportivo mais não são as únicas mais as que mais ativam esse mercado. O mercado esportivo um mercado de muita ativação do ponto de vista mercadológico e de constante evolução é natural que é uma indústria que está ligado ao esporte e atividade física tal como os próprios atletas praticantes, enfim de setores amadores e profissionais de final de semana qualquer um deles está sempre atrás daquela superação daquele próximo segundo aquele próximo sentimento em todos os sentidos, então eles trazem isso para seus próprios DNA na existência, e claro existem muitas marcas locais, regionais e nacionais que atuam em seus respectivos mercados, nichos e que nessa onda criada essa grande referência para as grandes marcas. Elas também têm muita participação muito sucesso quando elas compreendem, e essa convivência é essa atividade que tem com as grandes marcas.

    Um mercado em evolução e desenvolvimento e inovação como eu disse, essas grandes marcas elas são tão referencias, elas fazem tanto pelo mercado mexem tanto na vida das pessoas que são elas muito copiadas. Então entra no tema da falsificação e a gente vai a qualquer lugar do mundo, você vai ver algumas dessas grandes marcas, e elas nos calçados nas roupas nos acessórios é há, portanto um reconhecimento acima de tudo muito desejo de ter vivenciado aquela experiência que aquela marca traz como estilo de vida pessoal na vida dessas pessoas então tem muita copia nesse sentido, muita falsificação, pirataria e isso acontece em todos os lugares do mundo. 


    A indústria de material esportivo no Brasil e no mundo.


    João Carlos NoFake:

    Outro dia a gente teve uma conversa, onde você comentou comigo, que essas marcas são muito representativas em comparação com outras marcas do setor de moda e que são muito de nicho então essas marcas globais no setor esportivo elas são muito representativas em qualquer mercado, elas tem uma abrangência muito grande.


    Renato Jardim ÁPICE: 

    Essa característica de uma presença muito marcante das grandes marcas em todos os mercados do mundo em todos os mercados que elas atuam, e você tem outra grande característica que eu estava falando, o reconhecimento você vê que é um reconhecimento do consumidor de todas as classes. Essas marcas esportivas elas não têm classe. Elas atendem desde o público de classe A ao publico de classe E todos têm seu o reconhecimento dessas grandes marcas e elas têm realmente uma posição sempre muito relevante nos mercados que ela adotou. Para mais ou para menos dependendo do mercado, mas sempre muito relevante. Isso não quer dizer que as outras marcas menores, regionais, nacionais, de nicho que elas não consigam ter sucesso naquilo que elas estão propostas com seu perfil para ter mercado, bem pelo contrário o que eu disse, mesmo com nossas grandes marcas elas têm espaço de ativação do mercado. Elas trazem o mercado para cima que elas conseguem promover, chamar atenção, despertar interesse do consumidor fazer a diferença. Ela traz o consumidor para o mercado esportivo não só para aquela marca especificamente para o mercado esportivo como um todo.

    Impulsiona na vida do consumidor em vários sentidos, você entra na loja buscando preto e você sai com amarelo, ali você entrou e gostou de outro, o interessante é que puxa o consumidor para aquele segmento é isso que as grandes marcas trazem muito para esse mercado.


    João Carlos NoFake:

    Aqui no Brasil, pra gente poder contextualizar o pessoal pra falar sobre a indústria em si, você tem muita experiência nessa parte de indústria. Conta para o pessoal um pouco como é a indústria aqui no Brasil, se é bem desenvolvida?


    Renato Jardim ÁPICE: 

    As grandes marcas representadas pela ÁPICE, elas têm como um modelo global de atuação e isso inclui também um modelo global de produção. Não é só na parte de comercialização mas também na produção, praticamente todas elas têm produção na oferta que é feita aqui no Brasil para falar do mercado brasileiro. Você tem uma produção que é feita aqui localmente no Brasil, essas marcas têm, portanto parceiros, indústrias brasileiras que produzem para elas para as marcas respectivas marcas e também claro produtos que elas trazem de outros países, de outros fornecedores que eles têm globalmente nós temos inclusive só para citar como exemplo Associados que tem produção exclusiva aqui no Brasil determinadas linhas de produtos que eles oferecem tudo produzido aqui e outros têm proporções menores, então depende muito do modelo de negócio do produto em si e tal e essas marcas e na evolução de mercado o dinamismo na própria característica de perfil de consumidor de consumo que mais elas estão evidentemente cada vez mais rápidas e dinâmicas faz parte do processo, essas indústrias hoje desculpa essas marcas, hoje elas são algo como três quatro coleções por ano de produtos, essas coleções por exemplo numa linha de Calçados esportivos de uma marca quatro coleções cada coleção pode ter centenas procurar outros modelos, então isso impõe a necessidade de muita velocidade de produção e também dinamismo que os produtores nacionais, eles atendem boa parte desses modelos, tem uma outra parte que não dá para ser feita naquela determinada coleção aquelas características aqui e isso é importado principalmente porque não têm volumes dessa centenas de modelos, que você entra no mercado para ofertar muitos desses modelos, você vai vender determinada quantidade que não justifica economicamente até um investimento que a indústria precisa fazer para produzir aquele modelo, é uma questão que está ligada à indústria que está mais ligada ao programa sistêmicos do país que a gente não tem muita previsibilidade de operação com o Brasil ser um HUB um pouco maior mais efetivo de fornecimento por exemplo na América do Sul América Latina. Então esses modelos que não têm essa quantidade eles são feitos de outro fornecedor de fora que fornece para diversos mercados ao mesmo tempo e por isto justifica o investimento é uma série a gente está simplificando isso com uma conversa de alguns minutos, mas há uma complexidade envolvida nesse processo muito grande, a gente costuma, a gente ouve, as marcas estão atrás de custo da para produzir mais barato, não é bem assim. Não dá para saber ser no mundo de hoje. Então é preciso ter os modelos que se complementam que agem rapidamente em prol do próprio setor da própria produção da própria indústria do próprio desenvolvimento do mercado. Se eu não tiver toda essa velocidade eu não vou conseguir fazer aquilo que eu acabei de falar, ativar o mercado deixar o consumidor sempre com a referência com o desejo ativado para consumir aqueles produtos, e a ÁPICE entre as coisas que ela faz, a gente representa marcas globais, mas representa as marcas pelo bem do Brasil, nossa operação é no Brasil e eles têm outras representações nos mercados que eles atuam noutros lugares e nós apresentamos a operação brasileira na WFSGI - World Federation Of The Sporting Goods Industry. Uma das grandes trabalhos que tem sido feita no comitê de atividade física numa tradução livre que aqui a gente precisa entender é que as novas gerações estão chegando com celulares, tablets e videogames e etc. A nossa grande tarefa como o setor é fazer com que as pessoas continuem muito desejando fazer atividade física, tirar as pessoas de casa é claro que nós estamos em um momento de pandemia então isso fica um pouco fora de contexto mas não num processo normal, espero que a gente que em breve tirar pessoas de casa fazer com que elas façam atividades físicas para os jovens para as crianças que estão chegando é fundamental para nosso setor e ativação do mercado constante trazer a atenção o mercado de esportes a atividade física.

    João Carlos NoFake:

    Sim sim, você comentou também sobre a produção a tecnologia, as formas que se usa, como produto esportivo normalmente é uma área muito especifica de coleção para a coleção, tem esses fatores também influenciam na hora de produzir certezas coleções.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Com certeza João, a gente está falando especificamente do tênis esportivo muitas vezes por uma complexidade tecnológica muito grande para produzir aquilo que são necessários meses as vezes até mais, anos de desenvolvimento para se chegar naquele produto às vezes desenvolvimento é feito em parceria, colaboração com a academia, com empresas especializadas naquelas tecnologias e até outras indústrias, outros segmentos da indústria é então você acaba criando também mais e às redes de exclusividade daqueles modelos desenvolvidos para serem produzidos em determinados locais, as vezes você tem licenciamento, você tem produtos que são desenvolvidos licenciados com outras indústrias como outras marcas outros nomes, enfim, o seguimento da música ou de esportes tal e que existem exigências contratuais de produção exclusiva de um determinado local até de segredos industriais envolvidos em determinadas coisas, são muitos os fatores, a gente acha que uma coisa simples decidiu fazer encomenda faz o pedido, não é assim, é muito complexo. 



    Comitê de combate ao comércio Ilegal da ÁPICE, as medidas tomadas nas frentes institucionais, identificação do Mercado Ilegal e o aprimoramento do ambiente regulatório.


    João Carlos NoFake:

    Eu acho importante a gente trazer esse tema para a conversa do desenvolvimento que acontece, a marca que cria o tênis tem todo esse trabalho de desenvolvimento, o investimento em maquinário específico para isso e muitas vezes o falsificador ele faz aquela cópia estética que é puramente estética que não tem nada a ver qualidade com os pormenores do produto. Isso pode trazer prejuízo para nossa saúde.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Sem duvidas João! Você acabou de dizer e concordo plenamente, pra você lançar um tênis adequado no processo pra prática esportiva que é aquilo que foi pensado, foi desenvolvido, foi desenhado e foi buscar os materiais foi testado, foi verificado qual era a consequência do uso x e y. Enfim para se chegar até a prateleira o produto dia para a noite e quando você coloca uma cópia geralmente estética quando muito da qualidade existe e a performance mais do que tudo aquilo que o produto vai performar para finalidades que produto original foi produzido, ele não vai performar naquele formato daquele jeito, isso pode ser muito ruim para o consumidor indo para as que entrando nesse mercado, para falar do mercado de produtos piratas aqui no Brasil, a primeira coisa que ele grande é um problema bastante relevante.

    A gente precisa e é difícil fazer isso, essa compreensão do cidadão ali que tem uma vida em que ele não presta que são essas coisas, porque para vida no dia-a-dia, trabalhar, colocar filho na escola que não para exatamente dimensionar do que estamos falando, estamos falando de um problema, não é assim, você está afetando uma marca ou outra marca e ponto final você é muito mais profundo do que isso você tem impactos assim em diversas áreas num processo de falsificação. Hoje desculpe, mas no ano passado nós tivemos aqui no Brasil uma pesquisa encomendada pela ÁPICE consumo, a venda, vinte e sete milhões de pares de calçados esportivos piratas no mercado, só no mercado brasileiro, então um volume muito grande bastante relevante. Aquilo que nossos tínhamos, ou ainda víamos de uma certa romantismo de que é um barquinho, o sujeito esta ali vendendo, sua renda mensal para poder se alimentar bem da família não é assim. Isso pode ter sido no passado mas hoje em dia as coisas mudaram bastante. Está muito mais organizado, e a pirataria e a contrafação é o meio um dos meios encontrados pelo crime organizado para financiamento, lavagem de dinheiro, baixo impacto, risco existe um impacto que causa gerar aquela atividade baixo no Brasil então é compensa se financiar o crime organizado daquele jeito, e aí as redes ficaram muito mais complexas, aquilo que nós tínhamos além disso, aquilo que nós vimos no mercado físico majoritariamente foi também um mercado online então hoje você tem os dois grandes meios de distribuição muito ativos, físico e online, digital e isso claro vai impondo muito mais dificuldades de se identificar e combater, até porque esse trabalho é um trabalho contínuo não só no Brasil mas no mercado com seu trabalho contínuo em todo lugar você tem uma marca você sendo uma referência você tem tanto sucesso no mercado para as pessoas que você vai ser quase inevitavelmente copiado. Então um trabalho contínuo e tal que é aí que está o trabalho que deveria ser o trabalho apenas de Combate, enforcement ali na ponta no dia a dia alias, a gente precisa fazer esse parêntese, eu pensei nisso antes de a gente fazer essa live e reconhecer um trabalho que vem sendo feito há alguns anos principalmente aqui na cidade de São Paulo que é espetacular, há um alinhamento de astros aí desde a prefeitura do município a Polícia Civil Receita Federal Polícia Rodoviária, você tem a própria polícia do município é uma atuação que eles estão tendo hoje e esse adicional do ponto de vista da fiscalização de coibir. Mas é claro que isso é só uma parte que graças a Deus estão muito bem no Ministério da Justiça o Conselho Nacional de Combate à Pirataria vem fazendo um trabalho muito bom crescer avançando em coisas práticas coisas com efetividade como, por exemplo, o próprio ou as guias na verdade são dois guias de boas práticas para o comercio online, tanto para as plataformas de Marketplaces para isso quanto para os meios de pagamento produzindo variações para as empresas para os detentores de marca para o próprio governo para assim coibir um pouco ou bastante a venda desses produtos no mercado digital.

    Não basta também você tem uma parte regulatória que aí eu acho que o Brasil deixa a desejar, acho que a gente não está conseguindo acompanhar do ponto de vista regulatório, legislativo é a evolução do mercado. A forma com que ele vai avançando os canais os meios às redes criminosas por trás disso, então a gente precisa, eu acho que nesse ponto a gente está devendo com o Brasil avançar mais nessa parte legislativa, criar novas leis e mais fortes, mais efetivas para casar com todos os segmentos é claro o elemento educativo, comunicação, informação desde as crianças que significa você ao comprar outro piratas está financiando o crime e você está se prejudicando acima de tudo está financiando redes criminosas ao contrário como a gente está falando com algum produto esportivo pirata, você pode estar prejudicando sua saúde quem você gosta de ver isso é claro que a gente está no país em desenvolvimento, ainda bastante a questão da ausência de crescimento econômico. As pessoas consomem, precisam consumir, mas a gente tem no mercado marcas esportivas que atuam em diversos segmentos, diversos nichos e esse é um ponto importante. Esses produtos piratas

    eles tiram um mercado não só daquela marca que está sendo copiada, eles tiram o mercado da indústria nacional, de quem produz formalmente no mercado e talvez seja uma marca nacional, por exemplo, porque ele está atuando numa faixa de preço, que tem uma atuação, por exemplo, uma marca nacional que pode ter um consumidor está levando aquilo, e que poderia ter sido formalmente produzido também com muito cuidado técnico para aquele nicho de mercado que ele está atendendo que vai performar que o consumidor poderia levar por exemplo esse produtos é aí que se notam ao mesmo tempo tirar do erário público que deixa de paga impostos. A indústria formal, a marca formal, varejo formal todo prejudicado é que paga impostos. Esses gastos financiam o quê a educação, saúde, e segurança publica e tudo mais, então ao comprar um produto pirata eu to fazendo com que o governo tenha menos capacidade de transformar o meu dinheiro em serviços pra mim porque esta tudo indo para uma rede de informalidade ou de crime, então olha a quantidade de áreas que eu falei aqui que toca nesse assunto aqui que ele produz.

    João Carlos NoFake: 

    É de fato uma cadeia gigante, e se a gente parar um pouquinho pra pensar, há um tempo batemos uma papo em uma live com o Dr Wagner Carrasco delegado titular da DIG/DEIC nas ações, o alinhamento que eles tiveram pra poder combater a pirataria é algo que tem sido exemplar, da orgulho de ver, e eles não param, em pandemia estão fechando fabricas, tem sido um trabalho exemplar, esperamos que possa ser replicado em outros estados do pais, é claro que depende de muitos fatores, mas é algo que vai fazer a gente avançar, eu concordo mesmo que foram feitos muitos avanços, e esta faltando um pouco na legislação, deixar mais duro a pena, pra equilibrar o risco recompensa e a legislação é frasca, a gente não tem uma lei firme.

    Renato Jardim ÁPICE:

    Nós temos a origem desse problema, atividade de cópia de pirataria e uma atividade como a que existia no Brasil, existe muita coisa que é produzida aqui na informalidade e tem aquilo que vem de fora. Vocês mesmo divulgaram ai, apreensão de contêiner em Itajaí, em Santos também isso tem acontecido em outros lugares a importação ou o contrabando que vem fronteira ou marítima que o trabalho que está sendo feito, principalmente em São Paulo com esse alinhamento que você falou, citou o nome do Dr Carrasco excepcional o trabalho tinha sido reconhecido inclusive fora do Brasil. Chegou em outros lugares e a gente falou uma coisa que talvez também saia um pouco da percepção das pessoas que é olha a quantidade de órgãos que estão envolvidos nesse processo. Eu falei prefeitura, a gente falou da Receita Federal, falou DEIC, a Polícia Civil, a gente falou Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana tem Ministério Público que também está fazendo um trabalho nessa área aqui digno de reconhecimento, muito bom, olha a quantidade de órgãos, de agentes, pessoas que estão envolvidas nesse processo. Então é preciso que haja um alinhamento de tudo isso desse trabalho para justamente otimizar quando eles fazem de forma otimizada temos o resultado que esta tendo aqui em São Paulo SP. Esse pessoal que está fazendo esse trabalho belíssimo precisam ter mais respaldo da parte regulatória, da parte legislativa, é fato eles fecham, eles lacram e no dia seguinte tá lá, o risco esta compensando, está tendo pouca consequência para aquele que faz. Então é preciso corrigir para a gente poder ter uma atuação mais efetivo e mais horizontal, e vão continuar com esse trabalho que muito bem feito aqui muito bem se comentou também sobre o trabalho.

    João Carlos NoFake:

    Sim sim, uma vez você comentou comigo, que não é tão simples quanto parece, não é só a policia ir lá e fechar, você disse que você foi para fronteiras ver como funciona esse trabalho ali na prática como é, conta um pouquinho dessa experiência pra gente.

    Renato Jardim ÁPICE:

    João, você tocou em um ponto que é muito complexo não é algo do dia para a noite ou da batida ali que estão vendendo um produto pirata, primeiro que isso não resolve, segundo que não é assim que funciona, você não tem

    nenhuma efetividade fazendo isto você nasce com um trabalho de inteligência com verificação, o monitoramento ou a definição de rotas identificação dos atores, uma série de elementos que você tem que pegar antes de sair agindo efetivamente, e aí que está também uma coisa que a gente não falou aqui você agora perguntou que é o setor privado onde é que tá essa participação? Nisso, está nessa operação. Todos esses órgãos nós temos uma coisa que é interessante que é o conhecimento do mercado, conhecimento de produto, que pode ser tudo isso muito útil no trabalho e inteligência no trabalho de afetividade das ações. Depois a gente coopera também na identificação da pirataria, do ato, no procedimento de destruição dos produtos eventualmente quando necessário então o setor privado também tem a sua parte nesse processo. Nós também temos a nossa parte na identificação de onde estão os gargalos regulatórios. A gente falou aqui do relator que estão como que pode melhorar não é só falar que está faltando regulação, tem que apontar, que sugerir, tem que apresentar para defender, nisso eu acho que o setor privado também está tentando fazer a sua parte. Você tem um fórum nacional de combate à pirataria ao FNCP, eu sei que você já teve uma conversa com o DR Vismona que também foi excepcional nesse sentido há muitos anos ai nessa batalha, a história de continuidade existentes a CNI tem o seu comitê de Propriedade intelectual que também identifica é aí que estão os problemas? Como esta os nossos gargalos? Como faz pra melhorar? pra desenvolver ? Para a propriedade intelectual industrial principalmente ser mais respeitado mais efetivo, então você tem tudo isso e aí a gente tem que entender como funciona na ponta. A gente entende um pouco a vida do agente público que está ali no dia a dia é importante se não a gente não entende de fato o que acontece, a gente não tem condição de operar e de fazer a nossa parte, então uma coisa que eu sempre tentei fazer ali quando eu estava na ABIT fazendo esse trabalho e aqui na ÁPICE não está diferente, o que a pandemia esse ano mesmo, eu vim pra ÁPICE, menos de dois meses depois vem a pandemia, então estou meio preso ainda escritórios, na ABIT eu ia para a rua mesmo, ia para a fronteira, ia pra portos, porque tal e aprendi demais, porque é quem tá no dia a dia, ora não é por aí que se está falando não, vem aqui que eu vou te explicar o porquê na prática o que está escrito é uma coisa que na prática é outra coisa que são um casal que está escrito na parede. A gente tem um papel nisso.

    João Carlos NoFake:

    É de fato é importante à gente ir até lá para ver como é, o que está acontecendo, porque a gente também tem uma certa visão de fora a gente pode também tentar agregar que de certa forma.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Com certeza é por aí mesmo e nós estamos falando de um sistema colaborativo amplo, de agregações de conhecimentos de experiências de colaborações que no todo dão resultado. O CNCP, Conselho Nacional de Combate à Pirataria, por exemplo, ele reuni uma série de órgãos governamentais, série e entidades privadas para juntos articularem as melhores ações práticas e encaminhamentos, porquê de tanto que se atende atores nesse campo as coisas podem se perder ou ser pouco efetivas então é da sua parte, as peças se juntam e você fica mais forte.

    João Carlos NoFake:

    Renato conta um pouquinho pra gente, sobre os Guias do CNCP, foi bem rápido que ele saiu e está acompanhando já esse comércio, essa migração para o comércio eletrônico tem crescido bastante. Eu acho que vai trazer bastante coisa boa daqui pra frente.

    Renato Jardim ÁPICE:

    O comércio digital vem crescendo já há algum tempo, ele é uma realidade e a pandemia veio pra da um "Booom" nele, e nós já vínhamos, nós do setor privado, as marcas, o próprio varejo, as plataformas já vinhamos verificando e apreendendo que aquilo estava muitas vezes sendo mal utilizado, utilizado para a venda de produto pirata, produto controlado, e não só do produto esportivo, até medicamento, até carteirinha da OAB a venda online, mas enfim se aprendeu que quem tem um canal que tá sendo muito explorado e nós precisamos de algumas ações para coibir, e o CNCP com a coordenação muito boa, está sendo muito boa na SENACON identificou formando um grupo de trabalho colaborativo unindo essas diversas fontes para cada um ali colocar o seu ingrediente, nessa receita a gente poderia sair com algo efetivo e que talvez até fosse um passo de autorregulação sem necessidade de um processo mais complexo legislativo. Então a proposta é muito interessante e aí foi lançado Março, abril oficialmente o guia de boas práticas para as plataformas e agora se não me engano julho, agosto o guia de boas práticas para os meios de pagamento, então são dois guias, os dois se casam, eles se complementam melhor dizendo nessa atuação então as plataformas têm algumas ações alguns procedimentos a serem adotados para se certificar um pouco mais do vendedor que está fazendo a operação, dos registros da emissão de notas, da formalidade por tudo isto a marca também os detentores de propriedade intelectual têm papéis importantes a serem cumpridos de monitoramento, de cooperação, de aviso enfim de uma parte de inteligência que é sempre muito relevante para a efetividade dos processos, e o governo na identificação, na punição, nas consequências desse processo todo, os meios de pagamento as pessoas estão recebendo de algum jeito, nos meios digitais muita coisa paga com cartão de crédito ou com esses meios de pagamento que estão proliferando dá para ter um lastro, da pra ter um rastreio, um procedimento o pagamento que se mexeu no bolso do sujeito que mexe na operação dele como todo.

    João Carlos NoFake: 

    Acho que a curto prazo, o meio de pagamento ataca bem.

    Renato Jardim ÁPICE:

    Se você não tem como receber aquela venda, te aperta né, ai uma não é uma questão eu to vendendo na plataforma A ela me bloqueou, eu vou pra B, mas na A e na B os meios de pagamento são os mesmos. Então as coisas precisam casar se complementar e é isso que eu acho que foi a grande sacada desses dois Guias. Eles são jovens, os guias como eu acabei de falar eles tem meses, na próxima reunião do CNCP a gente já vai começar analisar a efetividade que aconteceu? O que aconteceu no mercado? Isso é claro o processo é vivo onde tem que melhorar, onde a gente achou que ia dar certo não deu? Onde a gente nem previu? E as coisas vão acontecendo. E assim meu processo continua permanente.

    João Carlos NoFake:

    Essas correções rápidas são muito importantes porque esse por ele ser desregulado ele vai se mudando muito rápido você ver que fechou o comércio por conta da pandemia e explodiu online, ele vai se moldando e se mexendo de uma forma muito rápida, quase que uma corrida, a gente tem que estar na frente deles.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Aí eles vão diversificando inclusive nos segmentos de atuação e vão sofisticando as operações cada vez mais difíceis e como a gente falou, são redes são coisas um pouco mais complexa, que possui envolvimento maior, envolvimento politico, então não é tão simples, tão fácil assim de coibir.

    João Carlos NoFake:

    Sim e tem alguns movimentos que a gente vem observando no online, que são empresas que fazem droppshiping, então eles tem o centro de distribuição de produtos falsificados e a pessoa abre uma loja online no Instagram com zero custo e começa a vender o produto e ele envia direto do estoque então assim, você abre a loja na hora, seu custo de estoque é 0 e eles vão se sofisticando pra pode oferecer cada vez mais digamos um melhor serviço pra quem esta vendendo aquele produto.

    Renato Jardim ÁPICE:

    Não paga imposto, bem vantajoso.

    João Carlos NoFake:

    Chegaram ao longo da live algumas perguntas, vou te fazer as perguntas que o pessoal foi mandando, uma delas da Ana, com tantas fronteiras terrestres como é possível melhorar a fiscalização?

    Renato Jardim ÁPICE:

    O Brasil é um país continental é bem difícil e nós estamos falando de coisas grandes como armas, drogas, produtos que têm comercialização proibida e que nas fronteiras encontram meios ali de perfurar, é inteligência antes de mais nada identificação das rotas, dos operadores, dos atores, e para se agir com efetividade. Você não consegue colocar mais gente fiscalizando a cada dez metros de fronteira, dia e noite ali, isso não existe e o que existe é você aí sim monitorar permanentemente para identificar com inteligência de mercado para identificar essas rotas e atores e aí juntamente com os poderes apropriados a atuar na coibição é isso também que você quando fizesse algo dessa natureza você tivesse mais consequências para todos os atores. Nós temos casos assim, nós não, o poder público mais cotidiano, caso cotidiano de passa o caminhão com mercadoria contrabandeada, pirata, etc apreende, no dia seguinte eles chegaram a apreender o mesmo motorista que no dia seguinte estava trazendo carga de uso irregular. Então qual foi à consequência que aquele sujeito ali trabalhando, com o ganha pão dele e a gente entende isso, mas se ele não tivesse ali quem sabe no mercado formal estaria rodando mais também ele estaria contratado formalmente para fazer o transporte de mercadorias que existiria de qualquer jeito essa desculpa também de estar trabalhando para ele teria que quer de outro jeito não na irregularidade, enfim é por ai.

    João Carlos NoFake:

    Acaba que esse mercado ilegal ele destrói emprego e os empregos que ele cria também são subempregos quem garante que a pessoa tem seus direitos assegurados, não tem esse direito assegurado. Se você fica doente, você esta trabalhando e fica doente, e você não pode mais trabalhar.

    Renato Jardim ÁPICE:

    Pelo contrario né João, você tem situações lamentáveis, às vezes situações ai que aqui as pessoas são forçadas a fazer determinados serviços que mora no local que é dominado por determinados grupos e esse grupo conhece a família do sujeito e fala você vai fazer o transporte que a gente te conhece. A gente sabe que no dia-a-dia é complicado não é tão simples quanto o sujeito transportando um dia e tá transportando no noutro dia o mesmo cara a malandragem nem sempre é assim, tem também, mas nem sempre é assim.



    Diversos riscos ligados ao uso de produto falsificado na prática de esportes. 

    João Carlos NoFake:

    Outra pergunta interessante é quais são os riscos comprovados de uso de tênis falsificado no esporte?

    Renato Jardim ÁPICE:

    Principalmente lesão. Lesões de articulação, de cartilagem, articulação, torções, pisadas falsas né as torções e aí pode levar até uma lesão mais séria e as que aí têm nomes técnicos que pode ser que eu fale um pouco errado que são as fraturas por repetição, que são pequenas lesões nos ossos por estar sempre pisando errado num material inadequado por repetição enfim esse tipo de coisa, para a pessoa são as principais e claro que você vai ter problema de coluna, de pescoço porque é muito natural a condição motora está toda interligada. Você vai começar a ter muitos problemas que não estão diretamente relacionados aquilo, mas vai ocasionando.

    João Carlos NoFake:

    Sim sim, e tem a questão da performance também não vai conseguir alcançar a performance que você esta buscando.

    Renato Jardim ÁPICE:

    Aquele produto vai durar muito pouco, o barato sai caro ou a palmilha vai sair ou a sola vai descolar ou tecido vai rasgar. Então nem aquilo que você paga de novo você pagou 100 reais hipotético pagou 100 reais no produto falsificado você que poderia ter gasto R$100,00 e um pouquinho R$120,00 comprado um produto feito formalmente daquele nicho de mercado que vai para performar que vai te atender e que tem muito muita opção hoje no mercado que com certeza você vai encontrar, o consumidor vai encontrar, muita variedade e isso é bom quanto mais variedade, quanto mais concorrido quanto mais a gente tivesse mercado fluído, aberto, livre com mais opções para o consumidor melhor

    E é claro e também João, outra coisa que a gente nem chegou a tocar, a influência da política pública sobre aquilo, a gente falou das políticas públicas positivas que estão coibindo as políticas públicas negativas que acabam estimulando a atividade, o principal que é a tributária e a tributação excessiva sobre o produto leva ao comércio ilegal, irregular, contrabando, pirataria agora se tributar excessivamente produtos esportivo, produto destinado a uma atividade física que é pra trazer bem estar para às pessoas que têm influências não só físicas de saúde mas tem influencia social produto ou serviço a comunidade que tem esporte é uma comunidade que tira crianças da rua, que tira adolescentes da droga, que põe adolescente nas escolas que têm os bons graus de esportes variados. Tem várias opções como é que se pode tributar excessivamente esse tipo produto ele vai ser pirateado mesmo.

    É o contrário vamos estimular esse produto a ser consumido porque ele traz tantos benefícios à sociedade um produto ligado à saúde, social, educação etc é um produto que pode ter uma redução da pirataria, se ele fosse menos tributado com menos carga tributária com preços mais acessíveis mais modelos disponíveis aos consumidores etc.

    João Carlos NoFake:

    Só um parêntese também para de falar sobre esporte as skills que ele traz para o ser humano, o que a gente aprende disciplina, a competir, são coisas que são fundamentais para nossa vida adulta, também ainda na infância, realmente essa questão de que o imposto sobe o crime agradece exatamente.


    Renato Jardim ÁPICE:

    Exatamente, é bem por ai e no caso de produtos esportivos tem produto esportivo que tem tributação de bebida alcoólica, nada contra, têm determinado produtos que a política tributária ela tem uma ciência por trás dela, não é simplesmente vamos arrecadar que precisamos de dinheiro e tem produtos que o governo tributa justamente para controlar o consumo. Para regular o mercado. Então falei da bebida alcoólica, a bebida alcoólica é sobre tributada intencionalmente, cigarro tem uma tributação alta intencionalmente e o que acontece com cigarro a bebida vem tudo contrabandeado sem respeito à forma correta de produção com os componentes corretos e tudo mais, e agora tudo bem, o produto esportivo tem mesmo a tributação de bebida alcoólica, de produto que você quer coibir o consumo não me parece fazer sentido. 

    João Carlos NoFake: Continuar a falar sobre esta questão dos tênis, toda a cadeia desse mercado! Recebemos algumas perguntas que eu anotei aqui:

    Uma pergunta que certamente abrange o que você falou pra gente no início da Live, sobre a quantidade que vocês conseguiram apurar dos tênis falsificados no Brasil, é uma pergunta relacionada à porcentagem. Você tem uma média de porcentagem de quantos tênis são vendidos falsificados?



    Renato Jardim ÁPICE: 

    A gente estima que esses 27 milhões pares representem algo como trinta e cinco por cento do consumo nacional de tênis esportivo.

    João Carlos NoFake:  É muito!

    E nesses levantamentos vocês têm percebido um aumento nesse comercio ao longo do tempo?

    Renato Jardim ÁPICE: Houve um aumento, uma certa estabilização mais aumento é claro que influências do próprio da situação econômica, como esse aperto muito grande de renda são mais que o mercado de consumo mais apertado. Existe uma tendência de aumento do comércio irregular, informal, sem pagar impostos e pirata também tem sido alvo das circunstâncias é de aumento, mas enfim o trabalho de coibir está sendo feito e vamos acompanhar para ver se os volumes diminuem.

    João Carlos NoFake: Outra pergunta interessante: Qual estado que mais consome produtos esportivos no Brasil?

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Olha eu não tenho esse levantamento.

    Assim é próximo a gente diria que São Paulo são 42 - 44 milhões de habitantes no Estado o que representa algo como 40 por cento do PIB nacional. Naturalmente seria o estado com maior consumo que seria natural, mas eu não tenho um dado específico assim estado.

    João Carlos NoFake:

    Entendi! Com relação ao consumo de homens e mulheres se sabe quem consome mais produtos esportivos?

    Renato Jardim ÁPICE: 

    É o produto esportivo de vestuário é mais feminino e o calçado é bem distribuído. Depende do segmento de calçado. Esse é um mercado muito grande né.

    Então se você pode calçado esportivo como um todo e diria que é bem equilibrado e na roupa um pouco mais para o feminino.

    João Carlos NoFake:

    Outra pergunta, sobre os consumidores aqui no Brasil, preferem estética ou performance?

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Outra resposta que tenho que falar que depende.

    Então você tem o consumidor que vai comprar por impulso no causa da cor, o outro vai ser "chato" até porque o produto tem que encaixar no pé, outros prestam atenção no tipo de pisada que ele tem, qual é o produto que ele realmente adequado, o outro tem fidelidade de marca e isso existe o cara que só compra a pessoa o consumidor a consumidora que só compra determinada marca e acredita que aquela marca vai lançando à atualização as novas coleções de seus produtos ele vai trocando pelo.

    Tem de tudo, esse mercado é muito dinâmico e muito grande. Não dá pra mudar cravar assim o consumidor esportivo tem esse perfil, tem essa característica tem bastante coisa e até por isso que as marcas principalmente as marcas globais, as grandes marcas que são associadas da ÁPICE, elas têm essa diversidade de produtos para cada coleção centenas de modelos porque têm muitos gostos e necessidades e atributos que as pessoas valorizam então eles tentam atender o maior número possível de consumidores.

    João Carlos NoFake: 

    Você comentou sobre pisada. Uma pergunta que chegou um tempo anterior na outra falamos sobre como escolher um tênis adequado para a prática de esportes?

    Renato Jardim ÁPICE: 

    O principal é não comprar pirata. Escolha um produto original. Pronto. Essa é a principal, agora reunidos nas outras, como escolher. Vai muito da escolha do consumidor. Qual o seu objetivo do perfil mesmo do próprio consumidor. Então você tem hoje tecnologias desenvolvidas para várias finalidades. Então se você quer fazer uma corrida eu quero ser um corredor, mas eu estou começando o tênis que é adequado para os consumidores que são corredores iniciantes e que têm uma determinada maciez, um drop que eles chamam o próprio modelo do tênis mais adequado, para o avanço dele vai ser outro, então vai depender muito da finalidade, quero um tênis para ir à academia para fazer um treino na academia, um tênis mais firme no pé com mais estabilidade vai ser determinante. Vai depender da finalidade dele, tem muita referência hoje no mercado para poder pesquisar de acordo com sua necessidade. Acho que o mais importante depois de ser original é você indicar qual é a sua necessidade que você quer daquele produto que você precisa ter qual é o atributo que você está buscando como o mais relevante pra você. Ai você vai achar com certeza o produto mais adequado, original.

    João Carlos NoFake:

    Com certeza! Outro dia eu estava assistindo um podcast sobre justamente isso, como escolher um tênis adequado para a corrida realmente tem n fatores influenciam muito os maratonistas por exemplo quando eles querem baixar peso, fazem uma troca um pouco menos macio mais ele é bem mais leve.

    Então tem muita coisa que influencia.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Muita João, o corredor quando ele tá começando ele entra com a pisada com o calcanhar pois ele vai ser mais correto para seguir a ponta do pé ao invés do calcanhar é outra coisa então o bom é que essa indústria identifica esse tipo de coisa e tem produtos adequados para as diversas necessidades. Então o consumidor vai encontrar, vai achar, tem muita disposição disponibilidade de mercado poderia ter mais carga tributária ajudasse o mercado fosse mais aberto mais amigável e menos burocrático etc. Mas enfim as pessoas que têm a oportunidade de viajar para o exterior e elas às vezes comentam, a gente ouve a fui viajar pra tal lugar e lá tem os modelos que não vi aqui no Brasil.

    Tem uma razão pra isso. Mas isso não é uma escolha da marca pura e simplesmente de ter oferta mais limitada do Brasil são praticamente imposições das condições que são oferecidas. O que fazer o que existe e é possível, e a verdade que o mercado brasileiro poderia ser muito maior hoje país grande, tropical, jovem que gosta de fazer exercícios e atividades físicas em geral.

    A costa marítima desse tamanho com praias de cima a baixo, poderia ter um consumo de esporte muito mais experiente e acertar as nossas políticas públicas e as empresas continuarem fazendo suas partes, vai crescer esse mercado.

    João Carlos NoFake: 

    Vai sem dúvidas, a marca ela tenta fazer o melhor possível com o que ela pode para o consumidor, mas existem vários fatores que inviabilizam ter outros produtos, todas essas coleções que são lançadas, o custo se torna inviável.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Não só no setor esportivo né João, você tem muitos produtos que isso acontece, excessiva tributação, excessiva burocracia, que o Brasil faz de intervenção governamental e sobre a tributação no mercado como consequência quem paga é o consumidor.

    João Carlos NoFake: 

    Sim, é verdade! Renato pra finalizar mais uma vez quer agradecer muito você ter topado para esse papo. Foi realmente uma aula sobre o mercado eu aprendi muito o pessoal que está aqui, para quem não conseguiu chegar lá completa ela toda a gente vai deixa lá gravada aqui no Instagram, vão colocar no Youtube também, eu queria que você fizesse suas considerações finais algo que se acha importante abordar, tá livre pra falar ai.

    Renato Jardim ÁPICE: 

    Obrigado, antes de mais nada pelo convite é um prazer falar com você eu acho que eu sou um entusiasta desse seguimento esportivo.

    Acho que os associados da ÁPICE elas têm uma contribuição para o mercado muito grande elas trazem muita coisa para esse mercado esportivo. Elas são referências e os marcadores trazem atenção.

    Nós temos esse efeito negativo da pirataria que a gente unido aí a gente chega em resultados e a gente vai conseguindo melhorar aos poucos. Contigo mesmo, mas eu espero que o Brasil consiga trilhar esse caminho proposto inicialmente que é nosso bem esse governo que não se perca em função dessa pandemia que trouxe uma necessidade de um pequeno desvio. Espero que ele volte para o caminho que ele havia planejado inicialmente as reformas a integração do Brasil com o mundo a redução das barreiras e dificuldades e problemas e burocracias. O ambiente de negócios como um todo para as empresas operarem porque se elas tiverem condições às marcas esportivas trazem benefícios para o mercado. Elas engordam, elas crescem o bolo inteiro do mercado esportivo todos têm a ganhar e eu deixo como exemplo que acontece no resto dos países do segmento esportivo.

    Precisamos inventar moda se o que acontece é que já deu certo em outros lugares e foi um prazer. Eu fico à sua disposição de trocar figurinhas enfim como contato.

    Obrigado aí de novo pelo convite.

    João Carlos NoFake: Obrigado Renato, até mais pessoal.